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Câncer de bexiga: não ignore a presença de sangue na urina

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA, todos os anos são diagnosticados aproximadamente 11 mil novos casos de câncer de bexiga no Brasil, sendo homens brancos com mais de 60 anos o principal grupo de risco.  O tabagismo é o principal fator de risco para o surgimento do câncer de bexiga. Ressalte-se que o hábito de fumar aumenta em três vezes as chances de desenvolver a doença e está ligado a 65% dos casos diagnosticados em homens e em 25% dos casos em mulheres.



O urologista e cirurgião oncológico Dr. Antônio Brunetto Neto, do COP – Centro de Oncologia do Paraná, explica que o câncer de bexiga está entre os mais comuns (segundo tumor mais comum do trato urinário) e na maioria das vezes começa nas células (as chamadas células uroteliais) que revestem o interior da bexiga. As células uroteliais também são encontradas nos rins e nos ureteres que conectam os rins à bexiga. O câncer urotelial também pode acontecer nos rins e ureteres, mas é muito mais comum na bexiga. O tumor de células escamosas, considerados raros, estão relacionados à irritação crônica por cálculos na bexiga, cateteres e infecções crônicas.



O câncer de bexiga costuma apresentar sintomas, por isso é importante ficar alerta aos sinais como sangue na urina (hematúria); dor ou ardência ao urinar; necessidade frequente de urinar e dor na região pélvica e nas costas.



Quando consultar um médico



Como esse tipo de câncer não é frequente, não há rastreamento periódico, como a mamografia ou os da próstata, por isso é importante manter uma rotina de check-ups. “No caso de a pessoa perceber que tem urina com alteração de coloração e estar preocupada se pode ou não conter sangue, agende uma consulta com médico para verificá-la. Aproveite, também, para informar outros sinais que possa sentir”, recomenda.



O tumor de bexiga costuma ser identificado por exames de urina e de imagem – a ultrassonografia, que tem capacidade de visualizar tumores de bexiga superiores a 0,5 cm (além de excluir câncer de rim). “Em caso de suspeita, para um diagnóstico definitivo, sugerimos também uma avaliação endoscópica (endoscopia de bexiga).  Na eventualidade da visualização de tumor vesical, pode-se iniciar o tratamento cirúrgico pela própria via endoscópica, sem cortes abdominais”, aponta o cirurgião oncológico do COP.



No caso de doenças agressivas e profundas nas camadas da bexiga, pode-se usar também a quimioterapia ou imunoterapia e anticorpos conjugados à droga – moléculas que se ligam ao tumor e liberam substâncias específicas dentro dele visando impedir que as células cancerosas se espalhem.



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