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Campanha Março Azul-Marinho alerta para os riscos do câncer colorretal

Março é o mês de conscientização e combate sobre o câncer colorretal. Esse tipo de tumor afeta aproximadamente um milhão de pessoas em todo o mundo, com incidências variáveis entre os países. No Brasil, o número de casos está aumentando, colocando-o na terceira posição, depois do câncer de mama e próstata. Serão 45.630 novos casos de câncer colorretal para o triênio 2023/2025, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer – INCA.  A campanha Março Azul-Marinho tem como objetivo divulgar informações sobre a prevenção dessa doença.


O cirurgião oncológico Marciano Anghinoni, do COP – Centro de Oncologia do Paraná, ressalta que é fundamental aumentar a conscientização sobre o câncer colorretal e de outros tumores do aparelho digestivo. Muitas vezes, esse tipo de câncer pode ser evitado com mudanças no estilo de vida, aderir a uma dieta balanceada e manter os exames preventivos e de rastreamento, como a colonoscopia. “A detecção precoce desempenha um papel vital na melhoria do prognóstico e nas taxas de sobrevivência do câncer do aparelho digestivo. Quando diagnosticado em estágios iniciais, o tratamento pode ser mais eficaz e menos invasivo, oferecendo melhores resultados aos pacientes.”


Estudos apontam que a incidência da doença tem aumentado entre pessoas mais jovens, possivelmente como consequência da alimentação e do estilo de vida. Entre os fatores de risco para o câncer colorretal estão idade (maior a idade, maior o risco), grau de desenvolvimento econômico da população, dieta rica em gordura animal, consumo excessivo de carne vermelha, carne processada (linguiça, presunto, salame, salsicha e defumados), obesidade (IMC superior a 30), tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, e algumas condições médicas – pessoas com doença inflamatória intestinal, como colite ulcerativa e doença de Crohn tem chances aumentadas de desenvolver a doença – e histórico familiar – cerca de 30% das pessoas diagnosticadas com câncer colorretal têm histórico da doença entre os parentes. Por isso é preciso toda atenção quando houver na família um parente de primeiro grau que apresentou a doença.


Os sintomas comuns do câncer colorretal são sangue nas fezes, mudanças persistentes em seus hábitos intestinais – constipação persistente e/ou diarreia, dor abdominal, estômago inchado, perda de peso de forma inexplicável, vômito, fadiga e sensação de falta de ar. É indicado para pessoas que apresentem esses sintomas procurar um especialista para que seja realizada uma avaliação completa do intestino.


A colonoscopia é o exame que deve ser feito para o diagnóstico precoce do câncer colorretal e recomenda-se para qualquer pessoa a partir dos 45 anos, e com repetição a cada 3 anos. “Além de detectar o tumor em seu estágio inicial, quando as chances de cura são muito maiores, a colonoscopia também é um exame preventivo para esse problema, já que possibilita identificar e remover pólipos antes que eles se transformem em tumores malignos”, destaca Dr. Marciano Anghinoni.


O tratamento do câncer colorretal pode ser diferente conforme o estágio da doença em que o paciente se encontra e a localização do tumor. A cirurgia é o tratamento principalmente quando o tumor não se espalhou para outros órgãos. Em casos avançados, sugere-se, também, uma combinação entre quimioterapia e radioterapia.


A cirurgia robótica vem sendo muito utilizada, principalmente no câncer de reto, e o cirurgião oncológico Marciano Anghinoni destaca as vantagens dessa nova tecnologia: “A cirurgia robótica proporciona ao paciente uma cirurgia menos invasiva, mais precisa e mais segura”.



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