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Câncer do colo do útero: Brasil deve registrar 19 mil novos casos por ano até 2028

Foto do escritor: contato811642
contato811642
há 12 horas
2 min de leitura

A campanha Outubro Rosa visa conscientizar às mulheres sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e também a importância dos exames de rotina. Nos últimos anos, a mobilização envolve também os tumores ginecológicos.


O Brasil deve registrar cerca de 19 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número representa aumento de aproximadamente 14% em relação ao triênio anterior.


De evolução geralmente lenta e silenciosa em suas fases iniciais, a doença está principalmente relacionada à infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV). Segundo a médica rádio-oncologista Luana Guerreiro, do Oncoville Radioterapia, os tipos HPV 16 e 18 estão associados a cerca de 70% dos casos de câncer do colo uterino. “Esta infecção pode, ou não, evoluir para o câncer, sendo que, na maioria das vezes, ocorre a eliminação do vírus devido à resposta imunológica da própria pessoa”, explica.


O rastreamento é fundamental para identificar alterações precocemente. O Papanicolau detecta alterações nas células do colo do útero, enquanto o teste molecular de DNA-HPV identifica a presença de tipos de HPV de alto risco. A implantação desse teste na rede pública está sendo realizada gradualmente pelo Ministério da Saúde.


Radioterapia


A radioterapia pode integrar o tratamento do câncer do colo do útero, por meio da teleterapia, da braquiterapia ou da associação das duas modalidades. Na braquiterapia, aplicadores específicos são introduzidos pela via vaginal para conduzir fontes radioativas até a região a ser tratada. Já a teleterapia utiliza feixes de raios X direcionados ao tumor, com planejamento para preservar os órgãos sadios próximos.


“Na teleterapia, a paciente verá apenas a máquina girar em torno dela, sem qualquer dor ou contato físico durante a aplicação”, explica o físico médico do Oncoville, Paulo Cesar Dias Petchevist.


A definição da estratégia de tratamento depende do estágio da doença e das características de cada paciente.



 
 
 

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