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  • Bayer, Campos Comunicação

Principais tipos de câncer que atingem as mulheres e tratamentos com radioterapia

O mês de Março, adotado genericamente como o mês da Mulher, serve a uma causa que abrange mais do que comemorar aquelas conhecidas conquistas históricas, tornou-se também um mês importante para se destacar todos os aspectos que envolvem as mulheres, como a ampliação da consciência em relação aos cuidados consigo e com a sua saúde, em que se aborda amplamente a prevenção das diversas doenças que atingem as mulheres.

Segundo a rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, as mulheres estão cada vez mais conscientes sobre os exames fundamentais para o diagnóstico precoce dos principais tumores femininos. A conscientização é a chave para uma abordagem preventiva dos tumores femininos: “para detectar o câncer em fase inicial, quando há maior chance de cura e os tratamentos são menos agressivos, é importante realizar os exames de prevenção periodicamente, entre eles mamografia e papanicolau, por exemplo.”

Embora as mulheres tenham hoje maior consciência quanto à importância da prevenção de doencas neoplásicas como o câncer de mama, por exemplo, este é o que mais atinge as brasileiras, com cerca de 29,7% dos casos. Em segundo lugar estão os tumores de cólon e reto com 9,2%. Na terceira posição, os casos de colo do útero com 7,5%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA.


Prevenção e tratamento

Câncer de mama

O autoexame mensal das mamas e a mamografia são os principais aliados no diagnóstico precoce do câncer de mama. O avanço da tecnologia trouxe a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia durante os tratamentos dessas pacientes, em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Hoje, o número total de dias de tratamento pode variar entre 5 e 16 dias, conforme avaliação do rádio-oncologista. Há, ainda, a possibilidade de algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias, de acordo com uma avaliação caso a caso, cujo tempo de cada sessão também é definido individualmente, podendo se dar em torno de 10 minutos ou até menos.


Câncer de colon e reto

O diagnóstico é realizado com exames endoscópicos de colonoscopia (aparelho flexível com câmera de luz para visualização da mucosa dos segmentos intestinais a serem investigados). A colonoscopia é o exame pelo qual é possível retirar materiais para biópsias e é importantíssimo na prevenção e no diagnóstico do câncer colorretal. Em casos iniciais é possível indicar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. O objetivo é reduzir o tumor e melhorar o resultado da cirurgia. A radioterapia também pode ser empregada em alguns casos na irradicação de metástases, por exemplo, através de feixes altamente precisos no tumor (radiocirurgia).


Câncer do colo do útero

Causado principalmente pela infecção por alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV, o câncer do colo do útero é uma doença que normalmente não apresenta sintomas na fase inicial. O câncer de colo uterino tem seu tratamento em radioterapia feito pelas modalidades de Teleterapia exclusiva ou Teleterapia com Braquiterapia associada. A Braquiterapia é um procedimento em que aplicadores específicos são introduzidos por via vaginal para conduzir fontes radioativas à região a ser tratada no colo do útero. Já a Teleterapia consiste no emprego de feixes de raios x à região-alvo, com a finalidade de administrar a dose prescrita ao colo uterino e preservar os órgãos de risco vizinhos a ele, como bexiga, reto, intestino, sigmoide e fêmures.


Importante: a escolha da melhor técnica de radioterapia a ser utilizada para cada paciente é definida de forma individual e de acordo com uma avaliação efetuada em equipe pelos médicos rádio-oncologistas e pelo físico médico, o que proporciona à paciente a administração segura e efetiva da radiação.


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