top of page

Câncer de mama: diagnóstico precoce amplia possibilidades de tratamento

Foto do escritor: contato811642
contato811642
há 1 minuto
2 min de leitura

O câncer de mama continua entre os principais desafios de saúde pública no Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar 78.610 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028, o que corresponde a um risco estimado de 71,57 casos novos para cada 100 mil mulheres. Entre as mulheres, sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente no país.


“O diagnóstico precoce do câncer de mama baseia-se no rastreamento sistemático, uma vez que lesões iniciais costumam ser clinicamente silenciosas e dificilmente palpáveis. A detecção da doença em estágios iniciais amplia a elegibilidade para cirurgia conservadora, reduz a necessidade de terapias sistêmicas mais agressivas e se correlaciona a melhores taxas de sobrevida”, afirma a mastologista Mariana de Castro, da Neo Oncologia, de Curitiba.


O prognóstico do câncer de mama está relacionado a diferentes fatores, entre eles a extensão da doença no momento do diagnóstico e as características do tumor. Quando identificado em estágios iniciais, o câncer de mama pode apresentar maiores possibilidades de tratamento com intenção curativa.


A presença de alterações nas mamas ou nas axilas também merece atenção. Entre os sinais que devem ser avaliados estão caroço ou nódulo persistente na mama ou na axila, mudanças na pele, alterações no formato ou tamanho da mama, retração do mamilo e saída espontânea de líquido pelo mamilo.


Nem toda alteração mamária, porém, significa câncer. Diante de uma mudança persistente ou suspeita, a recomendação é procurar avaliação profissional. A partir da análise clínica, o médico poderá indicar, quando necessário, exames complementares para investigar a alteração.


Mamografia é fundamental na detecção precoce


A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama e também pode fazer parte da investigação de alterações suspeitas. O exame é capaz de identificar alterações que ainda não são percebidas pelo toque, contribuindo para a detecção da doença em fases iniciais. “O exame, conforme protocolos de faixa etária e risco, é o principal método para o rastreio do câncer de mama. O acompanhamento regular e a investigação oportuna de achados suspeitos são determinantes para uma abordagem mais adequada e precisa”, explica a especialista.


O Ministério da Saúde recomenda a realização de mamografia sob demanda, mesmo sem sintomas, a partir dos 40 anos, e a cada dois anos, sob busca ativa, para mulheres de 50 a 74 anos. Em outras faixas etárias ou diante de fatores de risco, a necessidade e a periodicidade dos exames devem ser avaliadas individualmente. Na presença de sinais ou sintomas suspeitos, a mamografia também pode ser indicada como parte da investigação diagnóstica.


“Mais do que esperar o surgimento de sintomas, manter o acompanhamento da saúde e realizar os exames recomendados são atitudes que podem contribuir para identificar o câncer de mama mais cedo. O diagnóstico em fases iniciais pode ampliar as possibilidades de tratamento e favorecer melhores resultados”, destaca a médica Mariana de Castro.



 
 
 

Comentários


whats.png
insta.png
facebook.png
linkedin.png
logo png.png

Bayer Campos Comunicação

bottom of page