Excesso de peso está associado a pelo menos 13 tipos de câncer

A obesidade vai além da questão estética e representa um importante desafio de saúde pública. Além de estar associada a doenças crônicas, é considerada um fator de risco para pelo menos 13 tipos de câncer, segundo a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Entre os tumores relacionados ao excesso de peso estão os cânceres de mama após a menopausa, colorretal, endométrio, rim, fígado, esôfago, pâncreas, vesícula biliar, ovário, estômago e tireoide, além de mieloma múltiplo e meningioma.
No Brasil, a conscientização sobre essa relação ainda é um desafio. Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgada em 2026, mostrou que 54,1% dos entrevistados reconhecem a relação entre sobrepeso e obesidade e o risco de câncer. O levantamento também apontou que 48,3% identificam a inatividade física como fator de risco para a doença.
O excesso de gordura corporal pode provocar alterações metabólicas, hormonais e inflamatórias que contribuem para o desenvolvimento de determinados tumores. Isso não significa, porém, que todas as pessoas com obesidade desenvolverão câncer, uma vez que a doença envolve múltiplos fatores.
Para a médica rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville Radioterapia, a prevenção deve incluir uma abordagem ampla, com atenção aos hábitos de vida e ao acompanhamento da saúde.
“A obesidade é uma condição de saúde que precisa ser acompanhada e tratada com uma abordagem individualizada. Quando falamos em prevenção do câncer, o controle do peso, uma alimentação adequada e a prática regular de atividade física fazem parte de um conjunto de hábitos que podem contribuir para reduzir riscos e promover mais saúde ao longo da vida”, afirma.
O cuidado com a saúde também é importante para pacientes em tratamento oncológico. Dependendo da região tratada, a radioterapia pode provocar efeitos que interferem temporariamente na alimentação, como alterações no paladar, dificuldade para engolir ou redução do apetite. Nessas situações, o acompanhamento individualizado e o suporte nutricional, quando indicados, ajudam a adequar os cuidados às necessidades de cada paciente.
A prevenção do câncer envolve ainda outras medidas, como não fumar, reduzir o consumo de álcool, manter-se fisicamente ativo e realizar acompanhamento regular da saúde.





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