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Dor que não passa pode ser um sinal de alerta para o câncer ósseo

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    contato811642
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

O câncer ósseo ocorre quando células cancerígenas se desenvolvem nos ossos, comprometendo o tecido saudável. O tipo primário tem origem no próprio osso e é mais frequente em crianças, adolescentes e adultos jovens, principalmente na região do joelho, úmero (osso do braço) e bacia. Já o câncer ósseo secundário ou metastático é aquele que começa em órgãos ou outras partes do corpo e pode acometer qualquer tecido ósseo. Poderá ocorrer em casos de câncer de mama, próstata ou câncer de pulmão, mais frequentemente” explica a rádio-oncologista Paula Soares, do Oncoville.


A campanha Julho Amarelo busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença. No Brasil, a iniciativa é apoiada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), que promove ações educativas sobre os sinais de alerta e a necessidade de acompanhamento especializado.


Os principais tipos de câncer ósseo são o osteossarcoma, mais comum em crianças e adolescentes; o condrossarcoma, que afeta principalmente adultos acima dos 40 anos; e o sarcoma de Ewing, que pode se desenvolver nos ossos e tecidos moles ao redor.


Entre os sintomas mais frequentes estão dor persistente, geralmente mais intensa à noite, inchaço na região afetada, dificuldade de movimentação, rigidez articular, fraturas sem causa aparente e sintomas neurológicos, como dormência, formigamento ou fraqueza nos membros.


O diagnóstico envolve avaliação clínica, exames de imagem e biópsia. Tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea também podem ser utilizadas para investigar a extensão da doença.


Radioterapia para diminuir o tumor e tratar metástases


A radioterapia é uma das opções de tratamento e pode ser utilizada antes ou após a cirurgia, dependendo das características do tumor. Também desempenha papel importante no tratamento de metástases ósseas, ajudando a aliviar a dor, reduzir a compressão de nervos e diminuir o risco de fraturas.


“Para o tratamento de tumores ósseos são utilizadas duas técnicas de Radioterapia Externa (Teleterapia) principais: a Convencional, com pequenas doses diárias e várias sessões, ou através de Radioterapia Estereotáxica Corporal (SBRT), feita em até cinco aplicações, com altas doses entregues com alta precisão para atingir áreas específicas e preservar os tecidos saudáveis adjacentes”, destaca o físico médico Paulo Petchevist, do Oncoville.



 
 
 

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