Radioterapia permite tratamentos mais precisos contra o câncer colorretal
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- há 21 horas
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A campanha Março Azul-Marinho é dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal, um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil e no mundo. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que serão 53.810 novos casos anuais no período 2026-2028. Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a iniciativa reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e das opções de tratamento, entre elas a radioterapia, que desempenha papel essencial em diversos casos.
A rádio-oncologista do Oncoville, Luana Guerreiro, explica que o câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto, geralmente a partir de pólipos, que são pequenas lesões que podem crescer lentamente ao longo dos anos e se tornar malignas.
Alguns fatores podem aumentar a probabilidade de desenvolver a doença, entre eles a idade acima de 50 anos, histórico familiar de câncer colorretal, dieta rica em carnes processadas e pobre em fibras, sedentarismo, obesidade, doenças inflamatórias intestinais, tabagismo e consumo frequente de álcool. “A presença desses fatores não significa necessariamente que a doença irá surgir, mas indica a importância de acompanhamento preventivo.”
Em estágios iniciais, o câncer colorretal pode não causar sintomas. Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem a mudança persistente no hábito intestinal, sangue nas fezes, dor abdominal frequente, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente, fadiga e anemia.
Importância da radioterapia
A radioterapia é uma das principais modalidades de tratamento, especialmente nos tumores de reto. Ela pode ser indicada em diferentes momentos. Antes da cirurgia serve para reduzir o tumor e facilitar o procedimento, após a cirurgia visa diminuir o risco de recidiva e, em situações específicas, busca o controle de sintomas e melhora da qualidade de vida. “Com técnicas modernas e equipamentos de ponta, a radioterapia permite tratamentos mais precisos e seguros, preservando tecidos saudáveis e reduzindo efeitos colaterais”, analisa Dra. Luana Guerreiro.
Assim como qualquer tipo de câncer, quando identificado precocemente, o câncer colorretal apresenta altas taxas de cura, podendo ultrapassar 90%. Os principais exames de rastreamento são pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia.
A recomendação geral é iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos ou antes para pessoas com fatores de risco ou histórico familiar.





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